segunda-feira, maio 09, 2022

Análise: variações táticas e gestão de elenco explicam Corinthians no topo da tabela do Brasileirão.

Num Campeonato Brasileiro em que Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras seguem como os times mais badalados, o que pode explicar a chegada e manutenção do Corinthians na liderança após cinco rodadas disputadas? Sorte? Acaso? Ou seriam sinais de um trabalho bem conduzido?

Afinal, o líder Corinthians nem é o time que joga o melhor futebol dentro do campeonato. Contra o Red Bull Bragantino, ontem domingo, criou pouquíssimo ofensivamente, mas foi eficiente em sua estratégia, sofreu pouco diante do time da casa e fez 1 a 0 com um gol achado por Renato Augusto. 

Com essa, são quatro vitórias até aqui, diante de Botafogo (fora), Avaí (casa), Fortaleza (casa) e Bragantino (fora), com 12 pontos. A única derrota foi doída, por 3 a 0 contra o rival Palmeiras (fora).  

E como isso vem sendo construído? As respostas vêm sendo dadas pelo técnico Vítor Pereira em suas entrevistas coletivas.

Primeiro, com a tal "gestão de elenco". Espantada com a sequência de jogos, a comissão tem variado bastante as escalações, montando times que mesclam experiência e juventude, sempre privilegiando a situação física para evitar lesões e ter um time capaz de suportar o jogo. Mesmo assim, casos como os de Paulinho e Fagner, lesionados por fatalidades, ainda acontecem. Faz parte do esporte.

Mas em relação ao time que iniciou o empate sem gols contra o Deportivo Cali, na quarta-feira, na Colômbia, pela Libertadores, foram sete mudanças na escalação no domingo. Foram mantidos apenas Cássio, Raul, Du Queiroz e Mantuan. Gil, Renato Augusto e Willian, que foram reservas em Cali, agora iniciaram o jogo. 

Outros atletas descansados formaram a base do time, como Rafael Ramos, Bruno Melo, Cantillo e Róger Guedes, que havia ficado 90 minutos no banco de reservas na última quarta pela primeira vez. Ele, aliás, foi escalado como centroavante, em função que não funciona tão bem e nem gosta de jogar. 

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