segunda-feira, agosto 31, 2026

Governo brasileiro diz aos EUA não concordar com tarifas de Trump, mas afirma estar aberto ao diálogo.

Os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (31) na qual informaram que os ministros das pastas afirmaram a representantes do governo americano que não concordam com "o tratamento discriminatório" e "injusto" dos Estados Unidos contra produtos brasileiros

Segundo as pastas, o governo brasileiro disse também que o Brasil está "aberto" ao diálogo para conduzir novas negociações.

A nota conjunta foi divulgada após os ministros Mauro Vieira (Itamaraty) e Márcio Elias Rosa (MDIC) terem participado de uma conversa virtual com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, além de outros integrantes dos governos brasileiro e norte-americano, para discutir o tema. 

Segundo as pastas, o governo brasileiro disse também que o Brasil está "aberto" ao diálogo para conduzir novas negociações.

A nota conjunta foi divulgada após os ministros Mauro Vieira (Itamaraty) e Márcio Elias Rosa (MDIC) terem participado de uma conversa virtual com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, além de outros integrantes dos governos brasileiro e norte-americano, para discutir o tema. 

"Os ministros reiteraram, ademais, que o governo brasileiro não concorda com as medidas unilaterais impostas contra o país, que não são compatíveis com as regras multilaterais de comércio", afirma a nota.

"Uma vez mais, indicaram que as justificativas apresentadas pelo governo dos EUA nas conclusões das investigações conduzidas ao amparo da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana não correspondem às efetivas práticas brasileiras, sendo injusto o tratamento discriminatório adotado contra o Brasil", acrescenta o comunicado.

De acordo com o governo brasileiro, os países concordaram em voltar a se reunir para "revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas". "Admitiu-se, ainda, que as próximas reuniões sejam virtuais ou presenciais", diz o documento.

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