A disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) chegou à Justiça Eleitoral em meio a acusações sobre a existência de supostas redes de ataques políticos na internet. As duas candidaturas afirmam ser alvo de "gabinetes do ódio" e de ações coordenadas de "milícias digitais".
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou que há, atualmente, duas ações cautelares relacionadas à atuação de grupos nas redes sociais. Segundo o tribunal, os dois processos têm como objetivo a "produção e a preservação de provas" e tramitam em segredo de Justiça.
Uma das ações foi apresentada pelo PSB e trata, segundo a classificação feita pelo partido, de "impulsionamento inorgânico de conteúdos" e "formação de um gabinete do ódio".
A outra foi apresentada pela coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel Lyra à reeleição. De acordo com o TRE-PE, o processo trata da suposta existência de uma "rede coordenada de disseminação de conteúdo de ataque à governadora".
O tribunal não informou quem são os alvos ou responsáveis pelas supostas redes, nem deu detalhes sobre as provas apresentadas. Como os processos estão sob segredo de Justiça, o TRE-PE afirmou que não pode fornecer outras informações sobre o conteúdo das ações.
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