
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Natal/RN, Parnamirim/RN, Santa Cruz/RN, Ceará-Mirim/RN, Canguaretama/RN e Acari/RN.
A operação contou com a participação do MPRN, da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot), e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A Polícia Científica também deu apoio às diligências.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, o grupo teria utilizado empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para emitir notas fiscais falsas entre as próprias empresas.
A prática, conforme o MPRN, teria como objetivo simular operações comerciais e esconder estoques de mercadorias, dificultando a fiscalização e o recolhimento correto dos impostos.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam celulares, computadores, mídias digitais, dinheiro em espécie e documentos contábeis que serão analisados no decorrer da investigação.
Além das buscas, a decisão judicial determinou o sequestro de veículos e de participações societárias de cinco empresas que estariam relacionadas ao grupo investigado.
Também foi determinado o bloqueio de valores e outros ativos financeiros e a nomeação de um administrador judicial para acompanhar e gerir as atividades das empresas envolvidas.
A Operação Barão do Trigo faz parte da atuação integrada do Gaesf/RN, que reúne órgãos estaduais para investigar crimes relacionados à sonegação e recuperar valores que deveriam ser destinados aos cofres públicos.
O grupo é formado pelo MPRN, Polícia Civil e Sefaz. No Ministério Público, a atuação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A investigação continua para identificar todos os envolvidos e dimensionar os prejuízos causados aos cofres públicos.
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