
Amanda informou que os pais estão separados há cerca de oito anos e mantinham um acordo informal: o menino ficava com a mãe durante a semana e com o pai nos fins de semana. A mulher relatou que desconhecia a participação do filho no ato e soube das imagens por amigos. Após telefonar para o ex-companheiro, ele levou a criança de volta para casa.
O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar e investigado pela Polícia Civil. A mãe prestou esclarecimentos ao órgão e foi orientada a buscar a regularização judicial da guarda. Nenhuma medida de penalização foi aplicada a ela.
Os vídeos foram gravados na Avenida Castor Vieira Régis, no bairro Cohabinal. Nas imagens, o menino veste uma camisa da Seleção Brasileira e aparece sobre um veículo, cercado por adultos. Em um momento, ergue um objeto semelhante a uma pistola; em outro, segura uma imitação de fuzil.
Inicialmente, o registro foi associado a uma comemoração após o primeiro turno, no domingo 4. Pessoas que afirmam ter participado da concentração, porém, disseram que o episódio ocorreu no sábado 3, véspera da votação. Essa versão também foi apresentada pelo vereador e candidato a deputado estadual Gabriel César (PL), um dos organizadores do evento.
O Conselho Tutelar informou ter apurado que os objetos eram brinquedos. Amanda afirmou, entretanto, que a exposição colocou o menino em risco. “Quando ela está com aquele simulacro, aquele brinquedo, poderia, de certa forma, ser confundido com a arma e poderia até acontecer algo pior”, declarou.
Segundo a conselheira, o comportamento foi incentivado por adultos. “A criança, instigada pelo seu responsável, pelas pessoas que estavam ali, sobe em cima do capô do carro e faz menção à violência, usando armas que nós descobrimos aqui que eram armas de brinquedo”, afirmou.
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