O arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin,
disse ontem sábado (23) que o sim dos eleitores irlandeses ao casamento
homossexual é um exemplo da revolução social que o país atravessa há
algum tempo e à qual a Igreja Católica deve reagir.
Como a maioria dos votos do referendo
indica a vitória do sim, Martin admitiu que chegou o momento de a
hierarquia católica iniciar um processo de profundo debate e revisão da
realidade.
O arcebispo assegurou que as lideranças
católicas devem encontrar uma nova linguagem para propagar de maneira
mais eficaz a mensagem da Igreja, sobretudo entre os mais jovens, cujo
voto foi decisivo para a vitória do sim.
Durante a campanha, a Igreja católica,
apoiada por grupos conservadores, movimentos antiaborto, além de
senadores e deputados, defendeu que o casamento homossexual atenta
contra os valores da família tradicional e vai modificar os processos de
adoção, incidindo negativamente nos direitos dos menores.
A República da Irlanda promulgou em 2010
uma lei de relações civis que, pela primeira vez, reconhecia legalmente
os casais de pessoas do mesmo sexo, mas não as classificava como
casadas, nem lhes conferia proteção constitucional, como passa a ocorrer
com a vitória do sim.
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