segunda-feira, maio 25, 2015

PRESOS TOMAM CHÁ ALUCINÓGENO EM PROJETO SOCIAL POLÊMICO EM RONÔNIA.

Uma folha misturada a um cipó, em uma noite de lua nova. É assim que se prepara um chá alucinógeno, descoberto pelos índios, e usado até hoje em rituais religiosos: o Daime.

Em Rondônia, no Norte do Brasil, uma instituição de ajuda a presidiários começou a oferecer o Daime a presos do regime fechado. E também massagens, banhos de lama, meditação. Esta experiência radical, e polêmica, é o tema da reportagem especial do Fantástico.

Eles são presos, mas não estão presos. Frequentam uma instituição de ajuda a condenados. Trabalham com ferramentas potencialmente perigosas. Passam o dia e alguns até dormem na instituição. Para esses, à noite, não existem guardas, só câmeras. A chave fica com eles mesmos. “A única forma de vigilância é através da nossa própria consciência “, afirma um detento.

Em Porto Velho, a capital de Rondônia, em um bairro onde existem nada menos que oito presídios. Nele fica também uma organização não-governamental chamada Acuda, uma ONG que há 15 anos oferece terapias alternativas para presos do regime fechado: assassinos, traficantes, estupradores, pedófilos. Um trabalho tão fora do comum que chamou a atenção até de um dos jornais mais importantes do mundo, o New York Times.

“Muitos perguntam assim: por que vocês não fizeram com idosos? Com idosos já tem muito. Por que não fizeram com criança? Porque já tem bastante gente fazendo com criança. E por que com detentos? Porque com detentos ninguém quer fazer”, afirma o diretor-geral da ONG Acuda, Rogério Araújo.

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