A possibilidade de o Rio Grande do Norte contar com duas eleições para governador em um mesmo ano foi um dos principais temas na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa do estado nesta terça-feira (3).
O cenário depende da renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB), que já manifestaram intenção de disputar cargos legislativos em abril.
Se a dupla deixar o cargo, os 24 deputados estaduais elegerão, por voto aberto, um governador e um vice para mandato-tampão até janeiro de 2027.
O presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB), afirmou que o tema ainda é uma hipótese, mas disse que a Casa prepara um projeto de lei com as regras da eleição. Segundo ele, qualquer cidadão filiado a partido, com mais de 35 anos e ficha limpa, poderá concorrer em chapa conjunta.
“Diante dessa possibilidade, durante o mês de janeiro, eu me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Será feito um projeto de lei com as diretrizes desta eleição. Se isso vier acontecer, nós temos que esperar”, disse o parlamentar.
“A assembleia só se manifesta se houver a vacância. Nós teríamos como eleitores os 24 deputados. E poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido que tenha mais de 35 anos, com conduta ilibada. Seria feita uma chapa de governador e de vice-governador, porque nós teríamos a vacância dupla e a eleição se daria aqui na Assembleia”, afirmou.
Ezequiel não comentou se assumiria o governo interinamente em caso de dupla vacância e indicou que o processo eleitoral pode ser conduzido pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, que esteve na sessão, mas não falou com a imprensa.
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