O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem sexta-feira (11) que vai reforçar ao presidente Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que não aceita interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil.
Lula e Trump devem se encontrar na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), no dia 22 de setembro.
"Na ONU eu sou primeiro a falar, depois que eu falo fala o Trump. Ele vai estar atrás de mim olhando eu falar e depois eu vou ficar olhando ele falar. Eu vou falar, 'ou baixinho', ele é mais alto que eu, 'eu vou dizer: eu não me meto nas eleições americanas porque é uma coisa que interessa ao povo americano, você foi eleito e eu respeito o resultado das eleições. Por favor, não mexa com filho da dona Lindu porque eu gosto de todo mundo, de respeitar e gosto de ser respeitado".
O petista deu a declaração durante um ato de campanha em Porto Alegre.
Durante o discurso, Lula afirmou também que "a extrema-direita representada pelo presidente dos Estados Unidos tem tentado influenciar em várias eleições na América Latina" e que Trump "tem sido o modelo de cabo eleitoral para a extrema-direita".
"Eu nunca tive ingerência na eleição de outro país e eu tenho avisado, já falei por telefone com Trump, 'não se meta nas eleições brasileiras porque se meter, vai perder'. Eu quero ter uma relação civilizada com EUA. São 203 anos de relação diplomática. Nenhum presidente de outro país vai meter bedelho nas nossas eleições. E se meter vai perder", disse o presidente.
Lula discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU.
Como é de costume, o líder do Brasil será o primeiro a falar no evento, seguido pelo presidente norte-americano, Donald Trump, representante do país anfitrião.
🗺️ A Assembleia Geral é um encontro anual que acontece entre os principais governantes e autoridades dos 193 Estados que fazem parte da organização. Vários eventos acontecem durante a reunião que neste ano tem seis dias de trabalhos
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