
O documento veio a público após uma nova leva de processos relacionados ao caso Master ter o sigilo liberado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL), os recursos pagos por Vorcaro foram integralmente destinado à produção cinematográfica. Em maio, ele afirmou à CNN que o dinheiro foi “100% investido no filme”. Segundo ele, a produtora poderia apresentar contrato ou prestação de contas para demonstrar a aplicação dos valores.
A PF, no entanto, afirma em documento enviado ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que ainda é necessário esclarecer “a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados”.
Um dos principais pontos levantados pelos investigadores envolve o Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos que recebeu parte dos recursos.
Segundo a PF, a Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, enviou US$ 12,33 milhões ao Havengate ao longo de 2025. As remessas ocorreram entre fevereiro e setembro e apresentavam valores semelhantes às parcelas previstas em um acordo de financiamento de US$ 24 milhões para Dark Horse, então chamado de Capitão do Povo.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro reforçaram, segundo a PF, a ligação das transferências com o filme. Em fevereiro de 2025, diante de dificuldades para fazer um pagamento destinado ao “filme”, Vorcaro orientou que a operação fosse realizada “via Entre”. Na sequência, Fabiano Zettel informou que o dinheiro seguiria para um “fundo”.
Poucos dias depois, Zettel enviou ao banqueiro um comprovante de transferência de US$ 2 milhões da Entre para o Havengate, realizada em 13 de fevereiro, e indicou que o pagamento era destinado ao filme.
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