Adotada por vaidade, técnicas para
trocar a cor dos olhos podem causar sérios danos à visão, como edemas e
cicatrizes na córnea ou mesmo cegar. O alerta é do oftalmologista
Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas São
Paulo. Segundo informou o centro paulista, via assessoria, tanto o
implante de uma lente em frente à íris como a técnica à laser não são
aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e pelo Conselho
Federal de Medicina. Quem topa o risco tem feito a mudança no exterior.
De acordo com o especialista, o primeiro
sinal de alerta são olhos avermelhados, que pode indicar edema da
córnea. “Quanto antes for feita a tomografia das duas faces da córnea e
retirada da lente menor é o risco de perda severa da visão”, afirma.
Outros sinais de alerta são: dor de cabeça, náusea e pupila dilatada que
podem estar relacionados ao glaucoma de ângulo fechado, que sempre
representa uma emergência médica.
No começo do mês, foi divulgado o caso
da brasileira Patrícia Rodrigues, que implantou a lente em 2009, no
Panamá, país onde surgiu a técnica. “Eu perdi 70% da visão. Não posso
dirigir, nem trabalhar. Não consigo ler. Eu não consigo usar o
computador. Eu não tenho mais uma vida normal. Me tornei uma pessoa
incapaz”, contou Patrícia Rodrigues ao programa de televisão Fantástico.
“Fico até com medo de esquecer a fisionomia dos meus familiares,
esquecer como é meu rosto, porque eu não me vejo mais no espelho”.

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