Líderes partidários aumentaram a pressão em cima do presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para o processo por quebra de decoro de
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ser colocado em votação na próxima semana. Há o
receio entre os defensores da cassação que o caso acabe ficando para
depois das eleições municipais, em novembro.
O caso está pronto para ser votado em plenário desde que a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) negou recurso do peemedebista, em 14 de
julho. No entanto, para entrar em votação, o parecer precisa ser lido em
uma sessão deliberativa. Depois, ele passa a trancar a pauta em 48
horas.
Defensores da cassação queriam que Maia lesse o relatório até
quarta-feira (3) pela manhã. Desta forma, ele poderia ser votado na
próxima terça-feira (9). Como a campanha municipal começa oficialmente
em 16 de agosto, esta seria a única janela possível de votar o parecer
antes das eleições.
Ao ser cobrado por líderes do Psol, Rede, PSDB e PPS durante reunião de
líderes, Maia evitou se comprometer com uma data. "Após ser
pressionado, ele [Maia] ensebou. É o receio que o Cunha caia atirando",
disse o líder do Psol, Ivan Valente (SP), fazendo referência a um
suposto acordo de delação premiada, o que é negado por Cunha.
Segundo o relato de Ivan Valente, os principais partidos da Câmara
cobraram uma postura de Maia após ele ser provocado pelo Psol. Porém,
não se manifestaram após ele sair pela tangente e não se comprometer com
uma data para a leitura do relatório. “Não queremos que comece a
campanha eleitoral sem que esse caso seja concluído”, afirmou o líder da
Rede Sustentabilidade, Alessandro Molon (RJ).

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