
Investimentos milionários de institutos de previdência e prejuízo a aposentados
Entre 2014 e 2016, o FIP LSH recebeu cerca de R$ 200 milhões de dez institutos de previdência e do Serpros para financiar o empreendimento. Os maiores aportes foram do Tocantins (R$ 35 milhões), Campos dos Goytacazes (R$ 40 milhões), Campinas (R$ 15 milhões) e do Serpros (R$ 56 milhões).
Falência do hotel
O hotel foi inaugurado em 2016 com apenas 75 dos 170 quartos previstos e sem a marca Trump. Em 2019, a empresa entrou em recuperação judicial, mas o plano acabou rejeitado após a Justiça invalidar o voto de Paulo Figueiredo na assembleia de credores.
Sem conseguir se recuperar e após perder o imóvel dado em garantia das dívidas, a LSH Barra teve a falência decretada. Com isso, os investidores ficaram apenas com participação em uma empresa sem patrimônio, consolidando o prejuízo milionário apontado pela reportagem.
Condenação da CVM
De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o projeto foi sustentado por uma operação fraudulenta que envolvia a valorização artificial das cotas do fundo e o desvio de recursos.
Em decisão de dezembro de 2024, a CVM concluiu que Paulo Figueiredo utilizou contratos fictícios para beneficiar empresas ligadas a ele e à sua família. O órgão também apontou uma transferência indevida de cerca de R$ 400 milhões dos investidores para os sócios fundadores.
Multas e processo criminal
A CVM aplicou a Paulo Figueiredo multas que somam R$ 81 milhões R$ 54 milhões por desvios de recursos e R$ 27 milhões pela sobrevalorização dos ativos. O empresário Ricardo Rodrigues, conhecido como Ricardo Gordo, foi multado em R$ 53 milhões.
Os dois também responderam a uma ação criminal decorrente da Operação Circus Maximus. No entanto, o processo contra Figueiredo foi trancado pelo TRF-1 em 2022, sob o entendimento de que não havia descrição de condutas criminosas específicas atribuídas a ele.
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