Um levantamento mostra que 9 candidatos das eleições de 2026 são alvos de mandados de prisão em aberto. A análise dos dados mostra que:
Nove envolvem dívidas de pensão alimentícia. Nessas situações, o juiz emite a ordem de prisão não porque a pessoa cometeu um crime, mas para forçá-la a fazer o pagamento. Somadas, as dívidas chegam a R$ 95.221,88. Somente um dos nove mandados não informa o valor em atraso.
Cinco nomes concorrem a deputado federal, três a deputado estadual e um a segundo suplente de senador. Eles disputam as eleições em seis estados. Até a publicação desta reportagem, o sistema do TSE indicava que eles estão "concorrendo" e que os pedidos de candidatura aguardavam julgamento. Nessa situação, podem fazer campanha.
Para fazer o levantamento, foi feito um cruzamento de informações de todos os pedidos de candidatura registrados no TSE com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Ontem terça-feira (18), o levantamento havia identificado 11 candidatos. Desde então, deixaram de constar como pendentes no BNMP os mandados de Marcos Paulo Bertolo e Lindameri de Oliveira Rodrigues, ambos de origem criminal.
O TJSC já havia informado que revogaria a ordem contra Lindameri. O TJAP não explicou a retirada do mandado de Marcos Paulo. Em geral, uma ordem deixa de aparecer como pendente quando é cumprida, revogada, suspensa, cancelada, baixada ou corrigida pelo tribunal.
Em 2024, nas eleições para prefeitos e vereadores, o mesmo cruzamento e identificou 61 candidatos com mandados de prisão em aberto. Nas disputas municipais de 2024, foram registrados 463.394 pedidos de candidatura, segundo o TSE. Neste ano, na base consultada em 17 de agosto, havia 20.575 registros para as eleições gerais de 2026, o equivalente a 4,4% do total de candidaturas do pleito anterior.
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