A colisão de dois trens de passageiros de alta velocidade na província de Toledo, na Espanha, deixou ao menos 64 mortos e dezenas de feridos nesta quarta-feira, segundo fontes do governo regional de Castilla-La Mancha. Com o trabalho de socorro às vítimas ainda em andamento, os números seguem em atualização: a contagem de feridos, que chegou a 179 segundo veículos de comunicação espanhóis, foi reduzida para 80 pela governadora Emiliano García Page, que detalhou que 55 pessoas precisaram de atendimento em hospitais da região, de um total de 80 feridos. O acidente já ultrapassou a letalidade do acidente ferroviário ocorrido em janeiro na província espanhola de Córdoba, que matou 46 pessoas.
O acidente ocorreu às 8h54 (4h54 em Brasília) na linha de alta-velocidade que liga as regiões de Madri e da Andaluzia. Um trem da companhia estatal Renfe, que partiu da capital rumo a Sevilha com 397 passageiros, chocou-se com uma composição da empresa privada Iryo, que estava parada entre as estações de Los Yébenes e Urda, ambas em Toledo. O segundo trem levava 147 passageiros. Com a força do impacto, vagões descarrilaram e tombaram em uma ribanceira.
Estávamos parados e, de repente, sentimos um impacto muito forte relatou Iñaki, de 60 anos, que viajava no vagão 2 do trem da Iryo, em entrevista ao jornal El País, ao chegar a um centro de triagem montado pelas autoridades em um ginásio em Urda. Ele acrescentou ainda que "rolou pelo chão" após a batida e, quando o trem parou, percebeu que estavam de cabeça para baixo.
Também em entrevista à publicação espanhola a partir do centro de triagem, o colombiano Jorge Guales, de 53 anos, afirmou que viajava no vagão 7 da mesma composição, e descreveu que o trem parou alguns minutos antes da colisão, relatando um "impacto" e "estrondo" "fortíssimo".
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