O Rio Grande do Norte teve aumento nos casos de arboviroses no ano de
2022. É o que mostra o boletim com compilado entre todas as semanas
epidemiológicas do ano passado, divulgado na quinta-feira (12) pela
Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por meio do Programa
Estadual de Controle das Arboviroses. Ao todo, 28 óbitos foram
confirmados para as doenças.
A dengue foi a que teve o maior
registro de casos confirmados, com 12.664. Ao todo, foram notificados
55.930 casos de dengue no estado. Além dos confirmados, houve 42.552
considerados prováveis, 13.378 descartados, 21 óbitos confirmados e 8 em
processo de investigação. A incidência apresentada foi de 1194,98 casos
prováveis por 100 mil habitantes.
Com relação à Chikungunya,
foram notificados, em 2022, 18.905 casos da doença, sendo confirmados
4.722 casos, 14.183 casos considerados prováveis, 5.446 descartados e 7
óbitos confirmados. A incidência foi de 398,30 casos prováveis por 100
mil habitantes.
Já no que diz respeito à Zika, em 2022, foram
notificados 7.997 casos da doença, sendo confirmados 694 casos, 3.369
casos considerados prováveis, 4.628 descartados e nenhum óbito
confirmado. A incidência foi de 94,61 casos prováveis por 100 mil
habitantes.
“Em 2022 o Rio Grande do Norte vivenciou uma epidemia
das arboviroses. As notificações no estado começaram a subir a partir do
início do ano, atingindo um maior patamar em torno da Semana
Epidemiológica 20. Dessa semana em diante, a curva das notificações
começou a cair, mantendo essa tendência até o final de 2022. Essa queda
consiste num reflexo da variação sazonal dessas doenças, pois o período
compreendido entre novembro e maio, caracterizado por altas temperaturas
e chuvas, tende a favorecer a reprodução do mosquito transmissor,
aumentando a disseminação das arboviroses”, explicou a responsável
técnica pelo Programa Estadual de Controle da Dengue, Sílvia Dinara.