Nesta quarta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs).
A medida pode aliviar a situação financeira de milhões de pequenos negócios, mas não elimina os problemas que levam tantos empreendedores a ficar no vermelho.
A análise é de especialistas ouvidos pelo g1, que trazem três principais fatores que contribuem para o alto endividamento dos MEIs. São eles:
- Dificuldade de acesso a crédito adequado;
- Falta de planejamento; e
- A mistura entre as contas pessoais e as da empresa.
O projeto de lei complementar perdoa de débitos de MEIs contraídos até 13 de outubro desse ano e pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores, com dívidas que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões.
A proposta também amplia o limite anual de faturamento da categoria para R$ 140 mil em 2028, permite a contratação de até dois funcionários em determinadas condições e extingue a nota fiscal para NanoMEIs.
Para Luis Otávio Leal, sócio e economista-chefe da G5 Partners, a renegociação tende a aliviar o problema temporariamente quando não vem acompanhada de mudanças na gestão financeira do negócio.
Segundo o economista, uma das principais causas do endividamento é o uso do dinheiro da empresa para cobrir despesas pessoais.
O empreendedor recorre ao caixa do negócio para pagar uma fatura do cartão de crédito ou as contas da família e, depois, precisa tomar empréstimos para manter a atividade funcionando.
Com isso, as finanças pessoais e empresariais acabam comprometidas ao mesmo tempo.
A dificuldade de conseguir crédito em condições adequadas agrava o cenário, afirma Leal. Sem recursos suficientes para manter a operação, o empreendedor pode recorrer a empréstimos caros, que aumentam o peso das dívidas sobre o orçamento. Via G1.
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