domingo, setembro 12, 2010

Doação de órgãos bate recorde no primeiro semestre no Brasil

Homem, 33 anos, que sofria de um tumor no cérebro. São as únicas informações que Maria Pia Barbosa Albuquerque tem do dono do coração que hoje bate em seu peito e atual destinatário das orações diárias que a mineira de Ibiraci faz. Para Antonio Rodrigues da Silva, a redenção veio de uma criança de oito anos bem encorpada a ponto de ter os rins direcionados a adultos. O cearense de Ibiapina nada mais sabe sobre o menino ou menina que o livrou das três sessões semanais de hemodiálise e da angústia pela espera de salvação.

Apesar do desconhecimento sobre o doador e familiares, um sentimento muito especial liga Maria e Antonio aos seus heróis anônimos: a gratidão. A boa notícia é que o gesto de solidariedade bateu recorde no primeiro semestre deste ano no Brasil. Foram 963 doadores de múltiplos órgãos, 145 a mais do que no mesmo período de 2009, resultando em 2.367 transplantes. Sem contar nas 6.722 cirurgias de córneas, um tecido do corpo humano.

“Atingimos uma taxa acima do previsto, de 10,06 doadores por um milhão de pessoas. Entendemos esse aumento como uma conjunção de fatores, entre eles a conscientização das pessoas”, afirma Alberto Beltrame, secretário de atenção à saúde do Ministério da Saúde. Embora o Brasil tenha o maior programa público de transplantes do mundo, e taxas de doações, em alguns estados próximas à de países europeus, ainda há gargalos significativos. Para se ter uma ideia, enquanto São Paulo lidera, com 22,76 doadores por um milhão de pessoas, Mato Grosso tem índice de 1,33 e Pará, de 0,81. Amazonas e Rondônia nem realizam transplantes com órgãos de pessoas falecidas em seus sistemas de saúde. O Distrito Federal se destacou, na terceira colocação, com taxa de 16,88.

Um comentário:

  1. Olá blogueiro,
    É muito importante incentivar a doação de órgãos e conscientizar as pessoas sobre a importância deste gesto de solidariedade.
    Para ser doador de órgãos não é preciso deixar nada por escrito. O passo principal é avisar a família sobre a vontade de doar. Os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. Divulgue a ideia e salve vidas!
    Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br
    Ministério da Saúde

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