terça-feira, agosto 02, 2016

Como o Timão superou incertezas e crises para ficar no topo do Brasileiro.

São dez vitórias, três empates e quatro derrotas, com 33 pontos somados, a melhor defesa e o terceiro melhor ataque do Brasileirão até o momento. Internamente e também diante da opinião pública, a campanha do Corinthians em 2016 é bem acima das expectativas: ao fim da 17ª rodada, o atual campeão é líder, desafiando prognósticos e desconfianças de toda parte. Não só isso... mas também perdas, reclamações, vaias e incertezas. "Casca grossa", o Timão agora é o time a ser batido neste ano.
 

Há uma semana, o técnico Cristóvão Borges deixou a Arena Corinthians vaiado após o empate contra o Figueirense. Mas as vaias foram o de menos na equipe que perdeu profissionais da comissão técnica e da diretoria, além de ter encarado reclamações de jogadores como Cássio e Guilherme e visto de perto uma estrela chegar e ser vendida sem nem jogar. Alexandre Pato, a estrela em questão, roubou manchetes por um mês, mas foi vendido ao Villarreal (ESP). Sem Pato, e também sem reforços, o Timão se reinventou com quem já tinha, alterou sua disposição tática e chegou à ponta após três vitórias seguidas como visitante no Brasileirão. 

Além da questão tática, a escolha de peças feita por Cristóvão determinou importantes resultados - a vitória sobre o Internacional, por exemplo, saiu dos pés de Elias, que entrou na equipe justamente para este compromisso, na vaga de Rodriguinho. Antes, Romero foi peça-chave no início do treinador, com quatro gols e duas assitências em seis jogos - o paraguaio também foi "invenção" do novo comandante.

Bem fora de casa e regular nas últimas rodadas, o Corinthians ainda não despertou a confiança total de sua torcida na briga pelo título em 2016, mas chegou à liderança em momento semelhante do que ocorreu no ano passado, pouco antes do fim do primeiro turno. Há explicações racionais, mas o zagueiro Yago opta por uma expressão popular para explicar o Timão líder. 

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