Apesar da grave crise financeira que
atinge todo o país, e a escassez hídrica que afeta especialmente o
estado do Rio Grande Norte nesses últimos seis anos de seca, a
agricultura potiguar apresenta crescimento considerável em exportação de
frutas. Esse resultado deve-se a investimentos e políticas públicas
adotadas pelo Governo do RN, principalmente por meio do Projeto Governo
Cidadão, com recursos do Banco Mundial, voltadas para o desenvolvimento
do setor rural norte riograndense.
Segundo o secretário da Agricultura, da
Pecuária e da Pesca, Guilherme Saldanha, o Governo do Estado tem sido
incansável em buscar alternativas para convivência com a adversidade
climática da região. “O governador Robinson Faria manteve o compromisso
firmado com o agricultor potiguar, apesar da grave crise financeira, tem
apoiado os projetos de desenvolvimento do agronegócio potiguar. Isso
tem papel fundamental no crescimento da produção e exportação de
produtos agrícolas no Rio Grande do Norte”, afirma Saldanha.
Entre essas ações está o Programa Banco
de Sementes, que fornece aos agricultores familiares cadastrados em todo
o estado, os estoques iniciais ou de reposição de sementes selecionadas
de milho e feijão (subsistência), e sorgo forrageiro (para os
rebanhos), além da distribuição de 2,76 milhões de raquetes de palmas
forrageiras. O Governo do RN também apoia organizações produtivas da
agricultura familiar, oferecendo suporte financeiro e técnico, visando o
desenvolvimento da Fruticultura Irrigada.
Os Projetos de Iniciativas de Negócios
Sustentáveis (PINS) tem por objetivo à inclusão produtiva e o acesso a
mercados, que se dará a partir da modernização e diversificação dos
sistemas de produção, aumento da produtividade, transformação,
legalização, classificação, padronização, beneficiamento, armazenamento,
logística e comercialização de produtos, observando a regularização das
exigências ambientais e sanitárias. Essa ação possibilita o aumento da
competitividade e conquista de novos mercados. No valor em torno de R$ 9
milhões, esse edital beneficia 500 famílias (2.000 pessoas) nos
territórios de Açu-Mossoró, Mato Grande, Sertão Central Cabugi Litoral
Norte e Sertão do Apodi.
Medida como a recuperação da
infraestrutura do perímetro de irrigação Osvaldo Amorim, também está
sendo adotada. No valor de R$ 8 milhões, essa ação gera a possibilidade
de 7.000 empregos diretos e indiretos. O perímetro irrigado atualmente
está dividido em duas etapas. A primeira etapa contempla lotes da área
piloto e primeira etapa, localiza-se em Alto do Rodrigues e a segunda
etapa, em Afonso Bezerra. Na etapa situada no município de Alto do
Rodrigues, existem 187 lotes que são destinados a produtores familiares,
também chamados de “microempresários”, a técnicos e engenheiros
agrônomos e a empresários. Outras ações em execução são as estradas do
Melão, em Baraúnas, da Castanha, em Serra do Mel, a reestruturação da
pista entre Jucurutu e Caicó, e a estrada da Produção, de Cerro Corá
para Lagoa Nova. Juntas, perfazem R$ 200 milhões.
O efeito de todos esses esforços
conjuntos reflete diretamente no crescimento das exportações de produtos
agrícolas que este ano bate novos recordes. Em 2016, entre os meses de
janeiro a novembro, as exportações de produtos agrícolas e peixes,
representaram 54,36% das exportações totais do estado. Já em 2017, esse
percentual subiu para 65,31%. Um aumento significativo de 10,95%, de um
ano para outro. Entre os produtos com maior destaque neste ano, o líder
absoluto continua sendo o melão, representando 57,58% das exportações de
produtos agrícolas do RN. Na sequência temos a melancia, a castanha, o
mamão e a manga. Outras culturas também superaram as expectativas, como a
abóbora, a pimenta e o coco verde.
Os números animadores demonstram o grande
potencial agrícola que o estado detém. Com boas previsões
climatológicas para o ano que vem, o produtor do campo ganha um alento a
mais para cultivar suas plantações. As previsões preliminares de Gilmar
Bristot, chefe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Empresa de
Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte – Emparn, apontam que o
período chuvoso de 2018, deverá começar entre o fim de fevereiro e
início de março. As primeiras análises mostram que existe uma forte
tendência de chuvas próximas da normalidade climatológica, com índices
variando entre 800 mm e 1000 mm, no total, dependendo da região.
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