terça-feira, março 15, 2022

Conselho Nacional de Educação estabelece que Enem deve ter questões discursivas e provas por área.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendou nesta segunda-feira que o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) tenha, a partir 2024, questões discursivas e não só perguntas de múltipla escolha. Além disso, no segundo dia de exame, o estudante poderá escolher a prova relativa a uma área específica, de acordo com sua formação. O parecer com orientações para o novo formato do exame foi aprovado por unanimidade pelo CNE e leva em conta a reforma do ensino médio, sancionada em 2017. O texto seguirá para homologação no Ministério da Educação (MEC).

A medida aprovada no CNE orienta que o primeiro dia de provas do Enem seja composto por questões interdisciplinares sobre as quatro áreas do conhecimento — Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, e Ciências Humanas e Sociais. Estabelecida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como conteúdo obrigatório, a Língua Inglesa poderá ser avaliada nessa parte da prova como parte de Linguagens. A prova de redação também será feita neste dia.

Já no segundo dia de exame os estudantes deverão escolher entre quatro tipos de prova que tenham relação com o itinerário formativo feito na escola. As opções de  provas propostas pelo CNE são: Linguagens, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;  Matemática, Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; e Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

A reforma do ensino médio, sancionada em 2017 pelo presidente Michel Temer, estabeleceu, entre outros pontos, que os estudantes terão acesso a uma formação básica inicial e depois poderão optar por um itinerário informativo, ou seja, conteúdos específicos sobre determinada área do conhecimento ou formação técnica.

O parecer não aborda o número de itens no novo modelo do exame.  Em discussões, foi debatida a possibilidade de que a primeira parte da prova tenha de 80 a 90 questões. Quanto à segunda parte, uma das opções postas em debate é de que metade da prova seja discursiva. Esses detalhes, no entanto, serão definidos pelo  Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. Atualmente, o Enem é composto por 180 questões das quatro áreas do conhecimento e uma redação. Todos os itens são de múltipla escolha.

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