terça-feira, novembro 11, 2014

Criação de cotas para mulheres gera polêmica e divide opiniões.

De cada 100 cadeiras no alto escalão de empresas brasileiras listadas na Bolsa, apenas 8 são ocupadas por mulheres. A proporção pouco mudou durante 15 anos, de acordo com estudo da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – mais de 70 mil cargos de gestão foram analisados entre 1997 e 2012.

O tema gera controvérsia pois, ao mesmo tempo em que se defende mais mulheres na alta cúpula das organizações, a grande questão é como viabilizar isso. O Brasil é signatário dos Objetivos do Milênio (ODM) da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre as metas para 2015 está a promoção da igualdade entre os gênero no mercado de trabalho.

Cotas para mulheres em conselhos de administração são previstas por lei em alguns países da Europa e têm se mostrado uma solução para equilibrar os quadros das empresas. Porém, a saída é criticada por quem defende a meritocracia e quando não vem acompanhada de ações afirmativas, como políticas de paridade salarial ou que ajudem a conciliar carreira e maternidade. Do ponto de vista do investidor, o especialista em avaliação de empresas Ricardo Rochman, da FGV, pondera: “O acionista está preocupado em ser bem representado no conselho de administração da empresa, e não se há homens ou mulheres ocupando assentos”.

Entretanto, há um ponto sensível: “Quem não é a favor das cotas alega que elas vão contra a meritocracia, mas a situação atual não é meritocrática”, explica o pesquisador da FGV Alexandre Di Miceli. Ele argumenta que, se houvesse oportunidades iguais para ambos os sexos, o número de mulheres em altos cargos não estaria estagnado há mais de uma década. Via PnAr.

Nenhum comentário:

Postar um comentário