sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Programa Descarte Consciente coleta 72 quilos de medicamentos.

Com ações que ofertam estações coletoras para a destinação correta de resíduos farmacêuticos, o programa Descarte Consciente coletou, no último quadrimestre de 2016, 72 quilos de medicamentos. O programa é desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e foi lançado em setembro.

A coordenadora do programa e vice-diretora do Nuplam, professora Lourena Mafra Veríssimo, explica que o descarte de medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário contribui para um grave problema de saúde pública. Isso porque as substâncias químicas desses produtos podem chegar aos rios e córregos, o que compromete a qualidade da água para consumo humano.

Em Natal, uma estação coletora está disponível no Centro de Convivência do campus central da UFRN e outra na Drogaria do Carrefour da Zona Norte, locais onde o público pode depositar pomadas, comprimidos, líquidos, sprays, caixas e bulas. Uma equipe de estudantes e farmacêuticos é responsável pelas orientações às pessoas e pela coleta dos resíduos, que posteriormente são levados para o Nuplam e incinerados. Além disso, como iniciativa de conscientização, o programa já realizou a exposição cultural Sobre o uso Racional do Medicamento em dois shoppings da cidade.

O projeto de extensão ainda envolve os participantes em uma pesquisa sobre os medicamentos descartados, que no futuro se transformará em um estudo do perfil de descarte no estado. Apesar dos avanços já conquistados pelo programa, Lourena Veríssimo alerta que o número de coletoras ainda é insuficiente para receber a demanda de toda a região, por isso torna-se essencial a ampliação de políticas públicas nesse sentido.

“Não existe previsão legal em âmbito nacional que determine os responsáveis pela coleta dos medicamentos. Alguns estados e municípios já possuem leis locais, então seria muito interessante a criação de uma lei também no RN”, afirma. Segundo a professora, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, no ano passado, uma norma técnica sobre a logística reversa de medicamentos, que atribui a responsabilidade de coleta pelas farmácias e secretarias de saúde. Contudo, a norma não tem força de lei.

Outras informações sobre o assunto estão disponíveis no site do programa, no Facebook e no Instagram @descarteconsciente. Os perfis nas redes sociais têm postagens que procuram esclarecer algumas das dúvidas mais comuns, como se o descarte de perfurocortantes pode ser feito nas estações coletoras (neste caso, o rejeito do material é feito nas unidades públicas de saúde), além de material visual educativo sobre a campanha.

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