
O atestado de óbito confirmou a causa da morte da menina como politraumatismo. De acordo com a polícia, Samylle estava morando com os tios há pelo menos dois meses. Foram eles que levaram a menina até a UPA no dia da morte dela, mas o homem fugiu quando a polícia chegou ao local.
Samylle deu entrada na madrugada de segunda-feira (17) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus, na Zona Leste de Porto Alegre, já sem vida e com manchas roxas pelo corpo. A polícia foi acionada imediatamente após os médicos constatarem sinais de violência no corpo da criança.
De acordo com a delegada, a tia afirmou que no dia da morte, percebeu que Samylle apresentava lesões. Ela havia chegado em casa após o trabalho e teve uma discussão com o companheiro após questioná-lo sobre os ferimentos.
A delegada complementa informando que Staubus, ao agredir a criança, assumiu o risco de matá-la:
A mãe de Samylle foi ouvida pela polícia pela primeira vez na manhã de quarta-feira (19). A mulher chegou à delegacia pouco antes das 11h, acompanhada de uma advogada, e prestou depoimento por cerca de uma hora. Os policiais questionaram o motivo de a criança não estar com a mãe, que possuía a guarda unilateral.
A mãe dela disse à polícia que não via a filha há pelo menos dois meses. De acordo com a polícia, a mulher relatou que não tinha contato com a menina "nem por videochamada".
Segundo a defesa da mulher, ela era impedida pela tia de ver a filha.
Ainda segundo a polícia, a mãe detalhou como as filhas foram divididas. "Acabou se separando do companheiro e foi para a casa de uma amiga. Ela não teria como levar as meninas consigo. Em razão disso, a menina mais velha passou a morar com o pai, e a menina mais nova ficou sob tutela de uma amiga, uma pessoa de confiança que morava na mesma rua. Logo em seguida, a tia pegou a criança para ficar consigo", explica a delegada.
A tia de Samylle já foi ouvida pelos investigadores. De acordo com a delegada, a mulher colaborou com as autoridades. "Prestou todas as declarações e até o presente momento ela ainda é considerada testemunha."
Para auxiliar na investigação, a Justiça autorizou a extração de dados de um celular apreendido na casa dos tios, onde a menina estava morando. O conteúdo do aparelho é considerado crucial pela polícia para entender o contexto da morte.
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