Essa é uma história de dedicação, luta, derrotas, vitórias e sonhos. E
não poderia ter outro fim. A primeira medalha do handebol brasileiro em
mundiais não é de bronze, nem de prata. É de ouro. Diante de uma Arena
Belgrado fervendo e barulhenta, contra 20 mil e mais sete rivais em
quadra, as meninas do Brasil não se intimidaram. Vibraram quando tinham
que vibrar. Fizeram faltas quando foi necessário. Reclamaram da
arbitragem. E jogaram. Jogaram muito. Frias, Alexandra e cia. calaram a
Sérvia, venceram por 22 a 20 e entraram para a história da modalidade no
país, conquistando o título mundial de forma invicta. Mais cedo, a Dinamarca derrotou a Polônia e garantiu o bronze.
A
vitória diante das sérvias foi a segunda no Mundial, a nona em nove
jogos na competição, para não deixar dúvida para ninguém que o Brasil
tem, hoje, o melhor time feminino de handebol do mundo. Babi, incrível
no primeiro tempo. Alê, certeira quando precisou, com seis gols e
artilheira, Duda, um monstro na defesa, Fernanda, bem na ponta, e
Mayssa, segura no gol no segundo tempo, foram os destaques individuais.
Sem funcionar na segunda etapa, Babi deu vaga para Mayssa no gol. Com a torcida jogando junto, a Sérvia dificultava cada ataque do Brasil, marcando muito. Ana Paula, aos 19, colocou de novo a seleção no jogo: 19 a 17 Brasil. Aos 22, na pressão, a Sérvia conseguiu diminuir para um gol com Krpez. Quando a Sérvia ia empatar, Mayssa, incrível, parou Damnjanovic no contra-ataque, cara a cara, com o pé. Nisavic, aos 20, empatou o jogo em 19 a 19. Dani Piedade, no pivô, colocou o Brasil de novo na frente. Lekic, aos 27, empatou de novo, em 20 a 20. Déborah, um monstro quando entrou, fez 21 a 20, aos 28. Aos 29, Ana paula fez golaço, Mayssa salvou lá atrás e o Brasil abriu dois gols: 22 a 20, ficando a 50 segundo do título mundial.

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