O encerramento do ano se aproxima e a inadimplência do consumidor
segue em patamares recordes. Dados apurados pela Confederação Nacional
de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC
Brasil) apontam que o volume de consumidores com contas em atraso e
registrados em listas de inadimplentes cresceu 6,03% no último mês de novembro na
comparação com igual mês do ano passado. Trata-se do crescimento mais
acentuado para os meses de novembro desde 2011, quando a alta observada
fora de 8,10%. Nos demais anos as altas haviam sido de 0,2% em 2017;
0,7% em 2016; 4,4% em 2015; 3,4% em 2014; 4,0% em 2013 e 3,9% em 2012.
Na variação mensal, isto é, na passagem de outubro para novembro, sem
ajuste sazonal, também houve uma aceleração no volume de atrasos, com
crescimento de 1,9% no período. O país encerrou novembro com
aproximadamente 63,1 milhões de brasileiros com o CPF negativado em
virtude de atrasos no pagamento de contas. Isso faz com todo esse
contingente de consumidores enfrente dificuldades para obter crédito,
seja por meio de financiamentos e empréstimos em instituições
financeiras ou compras a prazo no comércio, por exemplo.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior,
apesar de a recessão ter chegado ao seu fim, a inadimplência do
consumidor continua elevada, pois a recuperação econômica segue lenta e
não se refletiu em melhora nos níveis de renda e nem em queda
considerável do desemprego.
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