O Ministério Público Eleitoral ingressou com uma ação
de investigação judicial eleitoral (Aije) por abuso de poder econômico
envolvendo os candidatos eleitos a deputado federal, Walter Pereira
Alves; e a deputado estadual, Raimundo Fernandes; além do prefeito de
Patu, Rivelino Câmara; bem como o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo
Alves (candidato derrotado ao governo); o senador José Agripino Maia
(que obteve uma posição na suplência para deputado federal); e Antônio
Jácome de Lima Júnior (candidato derrotado ao Senado).
Em 22 de julho o prefeito de Patu, sob o pretexto de
comemorar aniversário, realizou um showmício no qual a candidatura dos
demais cinco investigados foram promovidas irregularmente. A Aije pede a
cassação do diploma dos dois deputados eleitos, bem como de José
Agripino que ficou na suplência, além da sanção de inelegibilidade pelo
período de oito anos para todos os seis investigados.
Naquela data, uma grande estrutura foi montada na
praça central da cidade, contando com palco, bandas musicais,
equipamentos de som, tendas, cadeiras e mesas. O convite foi dirigido
pelo prefeito a toda a população e, além da presença dos então
pré-candidatos, o teor promocional do evento se revelou nos discursos
proferidos na ocasião – por quase duas horas – que, segundo o MP
Eleitoral, “escancararam sua natureza político-eleitoral”.
O próprio Rivelino Câmara publicou, em sua rede
social, vídeo que reforça a opinião do Ministério Público de que o
“evento pouco teve de celebração do natalício do prefeito de Patu”. O
microfone foi “praticamente monopolizado” para enfatizar a presença, as
realizações e as “maravilhas” que estariam por vir para o estado quando
fossem eleitos os cinco beneficiados. “Cuidou-se de um indisfarçado ato
antecipado de campanha eleitoral, um comício, ou melhor, um showmício,
já que animado pelas bandas Forró dos Três e Cachorrão do Brega”, relata
a Aije.
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