O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (3) que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a analisar mais pedidos de benefícios por mês do que o número de novos requerimentos apresentados. O governo considera que isso significa um atendimento sem fila.
Segundo o governo, o tempo médio de análise de decisão sobre os pedidos caiu para 34 dias. O tempo média para a realização de perícia médica caiu de 70 dias em agosto de 2023 para 17 dias em agosto de 2026, de acordo com o governo.
Nos últimos meses, a fila de espera recuou de forma expressiva, mas os indeferimentos de pedidos também avançaram com rapidez.
A demora para a resposta de requerimentos é uma das principais queixas dos beneficiários do INSS às vésperas das eleições presidenciais de 2026.
O anúncio foi feito em um evento no Palácio do Planalto. Em junho, o presidente afirmou que tinha a meta de zerar a fila até setembro deste ano.
Na semana passada, Lula afirmou durante sabatina da TV Globo que iria anunciar o fim da fila do INSS nesta semana e que, a partir do anúncio, "a espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal".
Ao ser questionado sobre a promessa de zerar a fila, o petista disse que, ao assumir o terceiro mandato presidencial, o governo encontrou cerca de 3 milhões de pessoas aguardando atendimento na Previdência.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a fila caiu para 1,8 milhão de benefícios represados em junho e para 1,55 milhão no fim de julho – o menor patamar em 21 meses. No ano, a redução da fila foi de 74%.
➡️O número de benefícios negados também mostra forte elevação. Em junho, os indeferimentos se aproximaram da marca de 1 milhão.
➡️No acumulado do ano, o volume de benefícios rejeitados cresceu 70% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre os requerimentos mais rejeitados estão os relativos a benefícios de incapacidade, que incluem o antigo auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente e aposentadoria por incapacidade permanente.
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