
No primeiro semestre de 2026, o Rio Grande do Norte registrou 9.803 ocorrências de violência doméstica e familiar enquadradas na Lei Maria da Penha, segundo dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE), da Polícia Civil. O número reforça a dimensão das ocorrências registradas no período e a necessidade de ações de prevenção e conscientização.
Ao direcionar a mensagem ao público masculino, a campanha busca ampliar a discussão sobre a responsabilidade dos homens no enfrentamento da violência. A proposta é estimular o reconhecimento de comportamentos violentos e a revisão de atitudes que comprometem a liberdade, a dignidade e a segurança das mulheres.
A prevenção envolve identificar diferentes formas de agressão e evitar que comportamentos abusivos sejam naturalizados ou tratados como questões restritas à vida privada. A divulgação em diferentes meios de comunicação busca levar essa mensagem a públicos diversos.
“O enfrentamento à violência contra a mulher exige o compromisso de toda a sociedade. Com esta campanha, a Assembleia Legislativa reforça a importância da conscientização e convoca os homens a assumir seu papel na prevenção da violência e na construção de uma sociedade baseada no respeito”, afirma o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira.
Campanhas de conscientização
A iniciativa dá continuidade a ações de comunicação promovidas pela Assembleia para chamar a atenção da sociedade para a violência contra a mulher. Em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a instituição lançou a campanha “Violência doméstica: precisamos dar um basta nisso”. Em 2023, promoveu “Feminicídio: tem que acabar”, com o alerta de que o crime dá sinais antes de acontecer.
As campanhas abordaram a prevenção das agressões, a identificação de sinais de risco e a necessidade de interromper situações de violência. A ação lançada em 2026 enfatiza a responsabilidade dos homens na mudança de comportamentos e no enfrentamento do problema.
Leis e políticas públicas
Além das campanhas, a Assembleia atua na elaboração de leis e na discussão de políticas públicas relacionadas à prevenção da violência e à proteção das mulheres. Entre 2025 e 2026, pelo menos dez leis estaduais sobre o tema foram sancionadas, conforme o levantamento apresentado no material.
Entre as iniciativas citadas estão o selo “Proteção Delas”, o programa “RN Estado Seguro para as Mulheres” e medidas relacionadas à sistematização de dados e ao enfrentamento da violência política contra a mulher. Também foram mencionadas ações de informação e conscientização em escolas e eventos públicos.
As campanhas contribuem para divulgar informações e estimular mudanças de comportamento, enquanto a legislação estabelece instrumentos para orientar a atuação do poder público. As duas frentes integram as iniciativas institucionais voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.
A campanha de 2026 reforça que a prevenção da violência contra a mulher depende do envolvimento de toda a sociedade. A conscientização, o reconhecimento de comportamentos abusivos e o respeito aos direitos das mulheres fazem parte desse processo.
Ao convocar os homens a assumir responsabilidade na prevenção, a Assembleia busca ampliar o debate sobre as atitudes que contribuem para a violência e sobre a necessidade de construir relações baseadas no respeito e na igualdade.
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