A Polícia Federal pediu à Justiça que autorizasse buscas contra o
senador José Serra (PSDB-SP) para recolher o aparelho celular usado pelo
parlamentar. A solicitação, contudo, foi negada pelo juiz eleitoral
Marco Antonio Martin Vargas, que apontou a diligência como medida
‘extremamente gravosa’ após o presidente do Supremo Tribunal Federal,
ministro Dias Toffoli, barrar diligências no gabinete do tucano em
Brasília.
A coleta do celular de Serra faria parte da Operação Paralelo 23,
deflagrada nesta terça (21) para apurar suposto esquema de caixa dois na
campanha eleitoral do tucano em 2014. O ex-diretor da Qualicorp, José
Seripieri Junior, foi preso.
Segundo o juiz Marco Antonio Vargas, a diligência seria uma medida
‘extremamente gravosa’ por implicar na ‘violação do domicílio e da
intimidade’ de Serra. O juiz Marco Antonio Vargas também destacou a
decisão de Toffoli, que barrou a entrada da PF no Senado por considerar
que as buscas poderiam atingir documentos ligados ao desempenho da
atividade parlamentar do tucano e, com isso, protegidos por foro
privilegiado.
Vargas apontou que, apesar de a decisão do Supremo se limitar somente
ao gabinete de Serra no Senado, ‘mostra-se mais prudente’ interpretar
que o tucano poderia fazer uso do celular para tratar de assuntos
relacionados ao seu cargo. Para evitar discrepâncias com a Corte, o
magistrado afirmou que é recomendado esperar uma resolução de mérito na
ação apresentada pela Mesa Diretora ao STF. O caso está sob relatoria do
ministro Gilmar Mendes.
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