O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou ser incoerente
condicionar o retorno às aulas presenciais à imunização completa de
crianças contra a Covid-19. “Já prejudicaram as nossas crianças em
2020, prejudicaram novamente em 2021, será que querem prejudicar
novamente? A OMS não recomenda vacina como condição para aula. A UNICEF
no mesmo sentido, a ONU no mesmo sentido. As vacinas, segundo
recomendação do Ministério da Saúde não são obrigatórias. Então, é
desarrazoado associar vacinação com aulas. As aulas devem acontecer, a
segurança existe, as medidas são as mesmas”, disse.
O ministro da Saúde também garantiu que não faltarão doses para os pais que desejarem vacinar os filhos. “Como ministro da Saúde eu quero tranquilizar a população brasileira, sobretudo a cada mãe que quiser levar seu filho para a sala de vacinação, porque o Ministério da Saúde vai entregar as doses para que a campanha siga seu curso natural e de muito sucesso”, acrescentou o ministro.
A campanha de vacinação infantil contra a doença começou na sexta-feira (14) com uma previsão de 20 milhões de doses até março. Segundo o ministro, a quantidade é suficiente para aplicar a primeira dose em todas as crianças do país até o fim do primeiro trimestre de 2022.
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