sábado, setembro 05, 2026

Gilmar Mendes protocola proposta para proibir policiais e militares como funcionários de gabinetes de ministros do STF.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou neste sábado (5) uma proposta para proibir que policiais e militares possam atuar nos gabinetes dos ministros, como servidores cedidos. 

A mudança é vista como fator que pode ampliar os embates e desgastes internos no Supremo em meio à escalada da crise em torno de atos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Na proposta formalizada, o ministro expande a proibição para outras forças policiais e militares. Estão abrangidas pela proposta:

  • militares das Forças Armadas;
  • Polícia Federal;
  • Polícia Rodoviária Federal;
  • polícias civis dos estados;
  • polícias militares e corpos de bombeiros militares dos estados; e
  • polícias penais federal, estaduais e distrital.

Atualmente, dois delegados da PF assessoram o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis na Corte, como apurações do Master, fraudes no INSS e Lulinha. Alexandre de Moraes conta com outros dois.

A possível saída de delegados dos gabinetes foi um dos motivos do embate entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Segundo interlocutores, Mendonça identificava a tentativa de retirar delegados de seu gabinete como uma busca de interferir nas investigações em andamento.

Uma das críticas à permanência de delegados no Supremo é de que eles poderiam acabar interferindo no ritmo das investigações, sendo que cabe ao ministro do Supremo fazer a supervisão dos inquéritos.

A interlocutores, o ministro Gilmar Mendes disse que os gabinetes de ministros do STF estariam se transformando em delegacias de polícia, com decisões de investigações passando a ser tomadas pelo tribunal, e não pela Polícia Federal.

Gilmar Mendes esteve na última terça-feira (1º) com o presidente Lula para uma conversa sobre a "crise Master" no STF, que vem atingindo também a PF.

Segundo apurou o blog, o ministro do STF disse a Lula considerar que o governo demorou a agir para evitar que a crise entre o gabinete do ministro André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se agravasse. O que acabou acontecendo.

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