O presidente em exercício, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), sancionou
nesta sexta-feira (02/09) a lei que flexibiliza as regras sobre os
limites para abertura de crédito suplementar, previstos na Lei
Orçamentária de 2016, sem necessidade de autorização do Congresso
Nacional.
De acordo com a nova lei, publicada no Diário Oficial
da União nesta sexta-feira, o governo está autorizado agora a reforçar
20% do valor de uma despesa prevista no Orçamento de 2016, mediante o
cancelamento de 20% do valor de outra despesa. O limite anterior era de
10%.
Em relação a obras do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC), o limite de reforço de recursos também ficou em 20%, sendo que
era de 30% anteriormente.
O texto deixa claro, porém, que as
alterações realizadas na programação orçamentária devem ser compatíveis
com a obtenção da meta de superávit primário estabelecida para o ano de
2016 - apesar do termo, o orçamento aprovado em janeiro deste ano já
previa déficit primário.
A lei, proposta ainda durante a gestão
da ex-presidente Dilma Rousseff, foi enviada ao Congresso em abril de
2016. O governo alega que o limite de 20% dá mais flexibilidade aos
gestores públicos na hora de fazer ajustes necessários no Orçamento,
principalmente em anos de restrições de receitas.
Uma das
acusações contra Dilma no processo de impeachment foi justamente a
abertura de crédito suplementar, aumentando despesas quando o governo já
admitia que não cumpriria a meta de superávit do ano, o que era
proibido na legislação da época e não sofreu mudanças com a nova lei.
A defesa de Dilma argumentou que os decretos de suplementação de
crédito não aumentaram os gastos do governo - portanto não afetaram a
meta de superávit -, apenas remanejaram despesas previamente autorizadas
pelo Legislativo. O Senado, porém, não entendeu dessa forma e, em
julgamento há dois dias, decidiu cassar o mandato da petista.
UÉ? COMO ASSIM?
ResponderExcluirTEM CERTEZA??????????????????????????????????????
TA TODO MUNDO, REALMENTE, MUITO DOIDO!
UM ABRAÇÃO CARIOCA