Uma menor de 14 anos foi vítima de estupro durante uma festa na Zona
Oeste do Rio, no dia 7 desse mês. Inconformado, o pai da menina contou o
drama que vive desde então. “É uma ferida. Você quebra o braço, você se
cura, cicatriza, mas aquela ferida sempre estará aberta na sua alma,
não tem cura”, disse o pai, que está arrasado.
De acordo com o pai, em poucos dias é o aniversário de 15 anos. "Eu
tinha planejado para ela um grande baile de 15 anos como qualquer pai
quer para sua princesa. Um baile lindo, um vestido lindo, uma festa
maravilhosa. Agora eu não consigo pensar em nada, eu não consigo dispor
de nada da minha vida. Ninguém sabe, quando você deita na cama a luz se
apaga e você imagina tudo o que aconteceu. Preferia que eu que tivesse
sido estuprado, nunca a minha filha.
No desabafo, o pai da adolescente contou que o estupro aconteceu dentro
de uma casa na Freguesia, em Jacarepaguá. De acordo com o pai, o rapaz
que cometeu o crime tem 17 anos e foi apreendido pela polícia. “Ele se
dirigiu um pouquinho mais afastado do estacionamento, deu um beijo no
rosto dela e, aos poucos, ele começou a acariciar o cabelo dela, o
pescoço dela, começou a passar a mão nas partes íntimas dela e ela
falou: ei para”, disse o pai da menina.
Ainda segundo ele, a jovem tentou fugir, mas foi segurada pelo braço e
levou um mata-leão, “Ele estrangulou o pescoço dela. Nesse momento ela
caiu desacordada ao chão e esse monstro terrível ele simplesmente despiu
a minha filha, tirou o short dela, jogou do lado, tirou a calcinha dela
deixou até o joelho, tirou a roupa dele e houve aquela troca entre esse
monstro que fez o estupro com a minha filha”, lamentou o pai.
A menina foi ao Instituto Médico Legal (IML) fazer exame de corpo de
delito. “É difícil você estar ao lado de uma pessoa e ser forte. Aquela
pessoa que você mais ama, tá ali ensanguentada, toda arranhada,
machucada por uma pessoa que você nunca iria imaginar”, desabafou.
Para entrar na festa, as pessoas pagavam por um ingresso, podiam levar a
própria bebida e a faixa etária era livre, não tinha idade mínima.
Geralmente, nesse tipo de evento, os organizadores alugam chácaras,
espaços grandes ou salões de festa e reúnem centenas de pessoas.
Os ingressos são vendidos em redes sociais. Nos posts de divulgação da
festa onde a menina estava chamam a atenção frases como essas: "Uma
coisa nós falamos: bebida aqui não faltará!". “Não nos responsabilizamos
por perda de dignidade". E ainda: "Não nos responsabilizamos por
objetos perdidos ou furtados". Via g1.
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