Após dez dias de relativa calma em Hong Kong, as passeatas deste fim
de semana, em protesto contra medidas de Pequim, foram acompanhadas por
violência. Pela primeira vez, a polícia usou jatos d'água contra os
participantes e pelo menos um tiro foi disparado.
Quando milhares se dirigiam, sob chuva torrencial, ao bairro-cidade
de Tsuen Wan, após comício num estádio esportivo próximo, um grupo de
ativistas linha-dura ergueu barricadas improvisadas e arrancou tijolos
dos pavimentos. Segundo a agência de notícias AFP, a certo ponto vários agentes da lei empunharam pistolas.
Durante as confrontações, por diversas vezes os agentes da lei se
viram em inferioridade numérica, isolados diante de jovens mascarados
que os atacavam com porretes e atiravam pedras.
Após tentarem dispersar a multidão com gás lacrimogêneo, as forças de
segurança colocaram nas ruas caminhões equipados com múltiplos canhões
d'água, exibindo avisos de que os utilizariam, caso os manifestantes não
se retirassem.
Mais tarde, os jatos foram lançados dos veículos em movimento contra
um grupo de participantes que saiu correndo. Contudo ativistas mais
violentos confrontaram os agentes com tijolos e coquetéis molotov.
Antes, a polícia assegurara que os caminhões, também equipados com
câmeras de vigilância, só seriam empregados no evento de "distúrbios
públicos de larga escala".
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