A 12ª Marcha da Maconha do Rio reuniu
hoje, apesar da chuva, cerca de 10 mil pessoas, segundo os
organizadores. A manifestação ocupou as duas pistas da Avenida Vieira
Souto, em Ipanema, em direção a Copacabana, na zona sul do Rio.
Para o vereador do PSOL Renato Cinco,
coordenador da marcha, que defende a liberação da maconha, a proibição,
além de provocar a violência e a corrupção, cria um mercado fora de
controle e impede que pessoas que necessitam dela para uso medicinal
tenham acesso à planta. O vereador defendeu a regulamentação da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso da maconha como
medicamento.
Na avaliação do deputado federal do PSOL
Jean Wyllys, o Congresso precisa “jogar com honestidade” na discussão
do tema da legalização da maconha e ouvir mais a ciência com referência
ao uso da planta para fins medicinais. “Não se ouve os especialistas. O
próprio escritório da ONU para drogas e criminalidade aponta que a
guerra às drogas foi ineficaz, porque produziu um número muito grande de
mortes e o consumo não caiu”, disse.
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