O Vaticano revelou dados a respeito dos sacerdotes
que foram afastados de seus cargos por conta de casos de pedofilia. O
representante da Igreja Católica na ONU, Silvano Tomasi, afirmou que
3.420 casos foram investigados e 884 sacerdotes foram destituídos e
afastados. Os dados apresentados são referentes aos últimos dez anos e
foram mostrados para dirigentes da ONU durante uma reunião em Genebra
(Suíça) na última terça-feira (6). Tomasi explicou aos presentes que a
Santa Sé só pode julgar os casos cometidos dentro do Vaticano, nos
demais países os bispos ficam responsáveis por receber essas denúncias e
encaminhá-las para a Congregação para a Doutrina da Fé que deve
analisar e decidir sobre os casos. “A Santa Sé não tem competência para
julgar os pedófilos fora do Estado do Vaticano, mas sim realizar
procedimentos eclesiásticos contra quem pesam abusos a menores”, disse
ele. A congregação local deve estudar as denúncias e só depois condenar o
sacerdote a uma pena canônica. “Caso o clérigo seja declarado culpado, a
pena canônica mais extrema é a separação do entorno clerical”, disse
Tomasi.
Todos esses dados foram solicitados pela relatora do
Comitê da ONU contra a Tortura, Felice Gaer, que queria saber sobre os
sacerdotes investigados pela congregação. Gaer queria informações sobre
quantos sacerdotes católicos foram condenados. “De 2004 a 2013, a
Congregação analisou 3.420 casos críveis de abusos a menores de 18
anos”, disse Tomasi. Foram 730 casos em 2004, 184 em 2005, 213 em 2006,
216 em 2007, 191 em 2008, 196 em 2009, 464 em 2010, 402 em 2011, 418 em
2012 e 401 em 2013. Os dados apresentados mostram que em 2.572 casos os
sacerdotes não foram destituídos de seus cargos, as penas aplicadas,
porém, não foram especificadas pelo representante do Vaticano.
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