A alta no preço das contas de luz só vai ser solucionada se houver
revisão das regras sobre encargos setoriais, subsídios do setor elétrico
embutidos na conta de luz, sobre o risco hidrológico e diminuição nos
tributos cobrados na distribuição de energia, defendeu ontem (13) o
diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu
Rufino.
As tarifas de energia subiram em média 13,79% este ano, acima da
inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) entre janeiro e julho ficou em 2,94%. De acordo com Rufino, que
amanhã passa o comando da agência reguladora para o diretor André
Pepitone, esse custo tem que ser “revisitado”.
“Esse é um ponto que tenho manifestado permanentemente a minha
preocupação. Alguns itens que compõem a tarifa têm que ser discutidos. O
nível de tributação incidente sobre energia elétrica é exagerado e isso
precisa ser repensado, pois em alguns casos os valores podem chegar a
quase 40% do custo, disse à Agência Brasil.
A revisão do risco hidrológico é outro ponto defendido por Rufino
como necessário para propiciar a redução nas contas. O risco
hidrológico, ou GSF, na sigla em inglês, é apontado como uma das
principais variáveis que influenciam na cor da bandeira tarifária, ao
lado do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que é o preço da
energia elétrica no mercado de curto prazo.
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