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| Tomaz Silva/Agência Brasil/Agência Brasil |
Os pais precisam se aproximar dos filhos para evitar o uso
problemático de computadores, jogos eletrônicos e celulares, defendem as
especialistas que participaram hoje (7) do Workshop Impactos da
Exposição de Crianças e Adolescentes na Internet. O evento foi promovido
pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de
Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
“A gente não escuta os nossos filhos, não dá importância para as
necessidades deles”, enfatizou a gerente da assessoria jurídica do
Nic.br, Kelli Angelini. Ela citou dados levantados pela entidade que
mostram que grande parte dos adolescentes de 11 a 17 anos estão expostos
a conteúdos impróprios na rede. “Será que os pais estão atentos a isso?
Será que os pais sabem que 27% das meninas que responderam a pesquisa
já tiveram acesso a conteúdos que estão relacionados a formas de ficar
mais magro?”, exemplificou.
No entanto, a psicóloga se diz contrária a proibir o uso das
tecnologias pelos jovens como forma de tentar contornar os problemas.
“O movimento de luta contra as tecnologias é uma guerra sem fim, que a
gente nunca vai ganhar. Nós vivemos em um mundo tecnológico, não tem
mais volta. A tendência é ao contrário, cada vez mais a gente vai estar
inserido e vivendo com essa tecnologia”, enfatizou.
“Proibir eu não estou ensinando nada”, acrescentou ao comentar a
interdição do uso de celular em algumas escolas. “A gente vem em
contramão de outros países que inserem os celulares nas escolas”,
ressaltou.
“Não acho que seja proibir, castigar, mas ensinar sobre o uso.
Dialogar. Colocar regras, limites, saber explicar para o seu filho e sua
filha o uso correto”, concordou a professora Evelyn Eisenstein. Via A/B

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