São cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e
apreensão nas cidades de Mauá, São Paulo, Porangatu (GO) e Ibicuí
(Bahia). Nove pessoas foram presas até o momento.
De acordo com as investigações, a quadrilha conseguiu sacar mais de R$ 20 milhões em benefícios de seguro-desemprego.
Em setembro do ano passado, na 1ª fase da operação,
foram cumpridos 4 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Taboão
da Serra. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante num
escritório de contabilidade no bairro da Penha, na Zona Leste de São
Paulo, por estarem com 1,6 mil documentos falsos ou em branco, como
espelhos de RG e carteiras de trabalho. Também foram apreendidos R$ 420
mil em espécie. A ação contou com o apoio do Ministério do Trabalho e da
Caixa Econômica Federal.
A investigação começou em outubro de 2017, na delegacia da Polícia
Federal de Presidente Prudente, quando um trabalhador desempregado
procurou a PF para relatar que não havia conseguido retirar seu
seguro-desemprego porque alguém já havia recebido o benefício. Ao longo
das investigações, foi constatado que o grupo agia principalmente na
cidade de São Paulo.
Até a primeira fase da operação, cerca de 300 empresas fictícias
criadas pelos investigados foram identificadas para possibilitar o
recebimento de mais de 9 mil benefícios de seguro-desemprego
fraudulentos. A operação foi batizada de Mendacium, pois significa
falsidade em latim.
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