quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Alckmin traça cenário sem Lula e diz: situação é muito favorável se tivermos juízo

Numa roda de deputados e senadores tucanos, em uma galeteria de Brasília, o governador Geraldo Alckmin entrou pela madrugada traçando cenários positivos da sua campanha eleitoral com o ex-presidente Lula fora do páreo. Instado pelo deputado Caio Nárcio (PSDB-MG) a falar “um pouquinho” do cenário para o PSDB ganhar a eleição para presidente, no centro da roda, Alckmin deu sua receita: ter juízo, manter o partido unido, costurar uma boa aliança, não se estressar com pesquisas de intenção de votos nesse momento, reunir os melhores quadros para fazer um grande projeto de desenvolvimento regional e de recuperação econômica para o pais, ter bons palanques em todos os estados “e pé na estrada, viajar do Monte Caboraí ao Chuí”.

— Temos uma situação muito favorável se tivermos juízo — disse Alckmin, explicando que ter juízo é manter o partido unido e trabalhar para unir os partidos em uma grande aliança de centro.

— Com Lula fora, melhor ainda — completou o deputado Vitor Lipi (PSDB-SP).

Alckmin concorda que sem Lula suas chances aumentam muito de chegar ao segundo turno. Disse que com Lula tinha apenas uma vaga, já que o petista já estaria com uma das vagas garantida no segundo turno. Sem Lula, portanto, seriam duas vagas a serem conquistadas.

— Só tenho uma tarefa: ir para o segundo turno. Construir uma boa aliança suprapartidária. A campanha curtinha de 45 dias será uma corrida de resistência, a gente não pode se estressar com pesquisa nesse momento. E correr o pais. Na hora que a urna perguntar em quem você vai votar? O candidato que for mais conhecido o eleitor sapeca lá o voto — disse Alckmin.

Com cerca de 8% nas pesquisas de intenção de votos, o que deixa os companheiros ansiosos, Alckmin brincou que tem um sonho: cobrir uma eleição presidencial em que os candidatos seriam os jornalistas:

— Eu já tenho a pergunta que faria todo dia: porque não decola?

obre os palanques estaduais, Alckmin disse não enxergar um grande problema na disputa entre o PSDB e o PSB do vice-governador Márcio França, em São Paulo. Ele disse esperar manter a mesma base ampliada de partidos que o elegeu e ao prefeito de São Paulo, João Dória, no primeiro turno das duas eleições, com cerca de 13 partidos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário