Com R$ 184 mil por mês para contratar e manter assessores de sua
confiança, parlamentar do Distrito Federal custa ao contribuinte
brasiliense quase um terço a mais que um integrante da Câmara dos
Deputados. Essa é a maior verba de gabinete paga por um Parlamento em
todo o Brasil – o dobro dos R$ 92 mil reservados para a mesma finalidade
aos deputados federais. O valor supera, até mesmo, o que a Câmara dos
Deputados gasta mensalmente com cada parlamentar, incluindo salário,
remuneração de servidores e demais vantagens pessoais: R$ 160 mil, no
caso dos representantes do próprio Distrito Federal, e R$ R$ 175 mil,
quantia desembolsada com os congressistas de Roraima. Essa realidade, no
entanto, pode estar com dias contados.
O Observatório Social de
Brasília e o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), associações sem
fins lucrativos que promovem a transparência e o controle social dos
gastos públicos, lançaram nessa terça-feira (16), no Museu da República,
a campanha “Câmara mais barata”, iniciativa popular e apartidária que
pretende reduzir as despesas da Câmara Legislativa do Distrito Federal
(CLDF) e tornar as informações mais transparentes para a população. O
presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), também participou do ato, declarou
apoio às medidas e foi um dos primeiros a assinar o anteprojeto. Para
que o texto vire projeto é preciso reunir 30 mil assinaturas.
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