Equipes de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) embargaram 34 propriedades
rurais no interior do Ceará e aplicaram mais de R$ 1 milhão em multas
pelo desmatamento de áreas do bioma Caatinga.
Os dados são resultado da Operação Caatinga, que aconteceu entre os
dias 19 e 30 de novembro nos municípios de Acopiara, Iguatu, Jucás,
Mombaça, Piquet Carneiro, Quixelô e Saboeiro, localizados nos sertões e
no sul cearenses.
Segundo o chefe da Divisão Técnico-Ambiental do Ibama no Ceará,
Miller Holanda Câmara, essa é a segunda operação dedicada a verificar o
desmatamento da caatinga. A primeira ocorreu em 2017. O órgão no estado
realiza há dois anos o monitoramento do território cearense via satélite
e cria polígonos para a fiscalização in loco.
As áreas desmatadas sem autorização que foram visitadas pelos fiscais
do Ibama na Operação Caatinga somam mais de 800 hectares. Miller conta
que apenas uma propriedade teve mais de 150 hectares de área desmatada.
“É uma área muito grande para ter vegetação suprimida sem
licenciamento”, explica.
Cada autuação realizada pelos fiscais, conforme Câmara, gera um
processo no Ibama. A partir daí, será possível saber quais propriedades
podem ser regularizadas e quais não são objeto de licenciamento (a
exemplo de áreas de preservação ambiental).
“Observamos que as pessoas que desmatam as áreas para instalar seus
empreendimentos não buscam o licenciamento ambiental. Parece uma
constante. Alguns, nós verificamos que estão licenciados, mas a maioria
dos alvos de fiscalização não estão. Por isso, nosso trabalho também é
feito no sentido de trazer esses produtores rurais para a legalidade”,
enfatiza.
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