O novo ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), indicou nesta segunda-feira, 16, que a escassez de recursos pode comprometer a execução das ações da pasta. “Não contem com mais dinheiro. Se vier o que está previsto, já vai ser uma grande vitória”, disse ele a docentes e alunos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), onde realizou uma visita na manhã desta segunda.
Barros não detalhou quais seriam os primeiros programas afetados pela falta de verba. “Os cortes já foram feitos pelo governo anterior. Temos R$ 5,5 bilhões de corte já efetuados na Saúde e eu pretendo trabalhar muito para ver se recupero aquilo que estava no orçamento”, disse o deputado federal licenciado.
Apesar do problema de subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o deputado voltou a defender medida que desvincula as receitas da União e que poderia diminuir o repasse para áreas como saúde e educação. Relator do Orçamento de 2016 na Câmara, ele preparou proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o tema, mas disse que, como ministro, não tratará do assunto. “A desvinculação dos recursos da União e também a desindexação das despesas são uma necessidade para o equilíbrio fiscal, mas isso agora será discutido pela equipe econômica (do governo Temer). Eu, apenas como parlamentar, tenho uma noção de formas de solução para esse problema, mas não estou afeto a essa área. A área da saúde foi a que o presidente me dedicou”, disse.
Embora tenha classificado a situação do País como “grave”, o ministro disse que a estrutura de atendimento nos Jogos Olímpicos do Rio está garantida. “O presidente Michel Temer convocou uma reunião ministerial só para tratar do cumprimento das obrigações que assumimos com as Olimpíadas. Os turistas e os atletas podem vir com absoluta tranquilidade ao Rio de Janeiro, que não haverá nenhum problema de falta de atendimento, de atenção e dos cuidados necessários para o evento.”
Pílula
No evento em São Paulo, Barros afirmou ainda que a fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, só será fornecida pelo SUS se houver aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Vamos aguardar um relatório. Se o relatório não comprovar a eficiência do medicamento, ele não será incluído na Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), e não estará disponível para o SUS. Só podemos colocar na Rename medicamentos que tenham a eficiência comprovada e a autorização da Anvisa”, disse.
Na semana passada, o ministro deu declaração polêmica sobre o assunto. Na ocasião, minimizou o fato de a substância não ter passado por testes clínicos em humanos: “Na pior das hipóteses, tem o efeito placebo. A fé move montanhas”, declarou.
Barros não detalhou quais seriam os primeiros programas afetados pela falta de verba. “Os cortes já foram feitos pelo governo anterior. Temos R$ 5,5 bilhões de corte já efetuados na Saúde e eu pretendo trabalhar muito para ver se recupero aquilo que estava no orçamento”, disse o deputado federal licenciado.
Apesar do problema de subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o deputado voltou a defender medida que desvincula as receitas da União e que poderia diminuir o repasse para áreas como saúde e educação. Relator do Orçamento de 2016 na Câmara, ele preparou proposta de emenda constitucional (PEC) sobre o tema, mas disse que, como ministro, não tratará do assunto. “A desvinculação dos recursos da União e também a desindexação das despesas são uma necessidade para o equilíbrio fiscal, mas isso agora será discutido pela equipe econômica (do governo Temer). Eu, apenas como parlamentar, tenho uma noção de formas de solução para esse problema, mas não estou afeto a essa área. A área da saúde foi a que o presidente me dedicou”, disse.
Embora tenha classificado a situação do País como “grave”, o ministro disse que a estrutura de atendimento nos Jogos Olímpicos do Rio está garantida. “O presidente Michel Temer convocou uma reunião ministerial só para tratar do cumprimento das obrigações que assumimos com as Olimpíadas. Os turistas e os atletas podem vir com absoluta tranquilidade ao Rio de Janeiro, que não haverá nenhum problema de falta de atendimento, de atenção e dos cuidados necessários para o evento.”
Pílula
No evento em São Paulo, Barros afirmou ainda que a fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”, só será fornecida pelo SUS se houver aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Vamos aguardar um relatório. Se o relatório não comprovar a eficiência do medicamento, ele não será incluído na Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais), e não estará disponível para o SUS. Só podemos colocar na Rename medicamentos que tenham a eficiência comprovada e a autorização da Anvisa”, disse.
Na semana passada, o ministro deu declaração polêmica sobre o assunto. Na ocasião, minimizou o fato de a substância não ter passado por testes clínicos em humanos: “Na pior das hipóteses, tem o efeito placebo. A fé move montanhas”, declarou.
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