O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado,
estabeleceu como meta a conquista de cem medalhas de ouro nos Jogos
Parapan-Americanos de Lima, que começam no próximo dia 23, no Peru. A
expectativa é manter a hegemonia do País pelo quarta edição consecutiva
do evento.
Desde o Parapan do Rio que o Brasil termina no primeiro
lugar no ranking de pódios. Em 2007, quando o evento aconteceu na
capital carioca, foram 83 ouros, 68 pratas, 77 bronzes, com 228 pódios
no total. Em Guadalajara-2011, no México, o País obteve 81 ouros, 61
pratas, 55 bronzes, com 197 no total. O melhor desempenho, no entanto,
ocorreu em Toronto-2015, no Canadá, com 109 ouros, 74 pratas, 74
bronzes, com 257 medalhas no total.
“Foi muito trabalho dos atletas para estruturar todos os processos no
Centro de Treinamento até aqui. A expectativa é mais uma vez conquistar
o título com um grande número de medalhas. Eles estão preparados para
isso. Nossa meta é chegar e ultrapassar cem medalhas de ouro”, afirmou
Mizael.
Se os atletas conseguirem cumprir o estabelecido, o
Parapan terá quase que o dobro de primeira colocações do Time Brasil no
Pan de Lima, que terminou no último domingo. O Brasil teve campanha
histórica, superando marcas em total de medalhas conquistadas e também
alcançando o maior número de ouros na competição: ao todo foram 171
pódios, sendo 55 ouros, 45 pratas e 71 bronzes.
A declaração de Mizael foi feita durante evento realizado nesta
terça-feira no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A
cerimônia contou também com o lançamento dos uniformes que serão
utilizados pelo Time Brasil na competição em Lima e também com a nova
campanha publicitária, chamada “Movimento Paralímpico”.
Estiveram
presentes dezenas de atletas, entre eles o multimedalhista da natação
Daniel Dias. “Estou muito feliz por fazer parte desse desfile, que é um
momento histórico. As roupas ficaram lindas e isso mostra o quanto o CPB
e o Movimento Paralímpico cresceram. É muito bacana ter a nossa própria
confecção e as pessoas poderem adquirir o seu no futuro”, disse.
Pela primeira vez os uniformes foram pensados exclusivamente nos
paraatletas. Sem contrato com nenhuma fornecedora de material esportivo,
o CPB optou por produzir as roupas e atender às diferentes demandas.
“Percebemos que as cegas tinham dificuldades para vestir tops que são
trançados. Então criamos uma maneira que facilita o uso”, disse Amanda
Rabelo, responsável pela equipe de designers do CPB, que idealizou os
uniformes. “As calças possuem zíper na parte debaixo, nas pernas, porque
facilita aos amputados ou aqueles que têm algum tipo de paralisia nas
pernas”, prosseguiu.
Os uniformes estão licenciados para uso dos
atletas brasileiros e a intenção é buscar empresas que tenham interesse
em comercializá-los. A ideia de Mizael Conrado é estabelecer parcerias
em lojas. O CPB ficaria com porcentagem das vendas. O primeiro parceiro
revelado nesta segunda-feira foi a marca de roupas Reserva.
Os
Jogos Parapan-Americanos acontecem de 23 de agosto a 1º de setembro e o
Brasil irá com uma delegação recorde que representará o país. Serão 512
integrantes na missão brasileira, sendo 337 atletas de 23 estados e do
Distrito Federal, que disputarão 17 modalidades.
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