O PT criticou a declaração da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), de que a corte iria se "apequenar" se aproveitasse este momento pós-condenação do ex-presidente Lula
em segunda instância para revisar o entendimento do próprio Supremo de
que a pena deve ser cumprida após esgotada essa fase. O posicionamento
foi classificado como "político" por membros do partido, e a ministra
chamada de "inepta" por não ter pautado o assunto antes.
Para o deputado e jurista Wadih Damous (PT-RJ), a ministra não
representa o colegiado ao proferir essa opinião. Segundo ele, a corte
tomou uma decisão inconstitucional ao determinar o pronto início da pena
após um julgamento em segunda instância. Para ele, a Constituição é
clara em afirmar que apenas quando esgotados todos os recursos possíveis
é que o réu pode ser preso.
— O Supremo já se apequenou. A ministra fala por ela própria, ela não
representa o colegiado. O Supremo decidir que não deve ser cumprida a
pena antes do último recurso é o que diz a Constituição, e o Supremo é o
interprete da Constituição. Pequeno é quem não respeita a Constituição —
diz Damous.

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