O governo dos Estados Unidos tornou pública, nesta terça-feira (30), a
chamada "lista Putin", onde identifica, a pedido do Congresso, 96
oligarcas e 114 altos funcionários do Kremlin que ganharam poder ou
riqueza graças ao presidente Vladimir Putin.
A lista, elaborada
pelo Departamento do Tesouro, não acarreta sanções econômicas ou
diplomáticas para seus integrantes, mas aumenta a pressão de Washington
sobre Moscou pela suposta ingerência nas eleições presidenciais de 2016.
Entre
os 96 oligarcas, a quem o Departamento do Tesouro indica terem
acumulado fortunas superiores a US$ 1 bilhão, estão o magnata do
petróleo Roman Abramovich, dono do Chelsea; Oleg Deripaska e Mikhail
Prokhorov.
Na lista de 114 pessoas do alto escalão se destacam nomes como o do
primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, ou do ministro das Relações
Exteriores, Sergey Lavrov, além de dezenas de assessores, gerentes de
empresas estatais ou chefes da inteligência russa.
Alguns dos nomes na lista de altos funcionários são afetados por sanções emitidas no passado.
A
elaboração da lista faz parte de uma lei aprovada pelo Congresso em
julho do ano passado, que estabelece novas sanções contra a Rússia e
requer a aprovação do Legislativo para levantar as existentes.
Essa lei, conhecida como Caatsa (sigla em inglês), também contempla sanções contra a Coreia do Norte e o Irã.
Ontem,
o Departamento de Estado dos EUA anunciou que não vai implementar mais
sanções contra a Rússia, contempladas na Caatsa, pois considera que
apenas a promulgação da lei causou bilhões de perdas para Moscou.
A
aprovação da Caatsa no Congresso enfrentou, durante semanas, a barreira
do Legislativo com a Casa Branca pela vontade de Trump de melhorar as
relações diplomáticas com o Kremlin.
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