Um dos fundadores do movimento islâmico Hamas, Emad Alami, morreu
nesta terça-feira (30) em decorrência dos ferimentos provocados por uma
bala na cabeça que ele mesmo disparou acidentalmente no início do mês,
em sua casa na Faixa de Gaza.
Alami, engenheiro nascido na cidade
de Gaza em 1956, permanecia internado no hospital em estado crítico
desde 9 de janeiro, e hoje o movimento islâmico anunciou sua morte em um
comunicado.
As primeiras informações daquele dia deram Alami
como morto e falavam em uma tentativa de assassinato, fato que mais
tarde foi esclarecido pelo Hamas, ainda que sem detalhes, o que deu
margem para especulações sobre o ocorrido, inclusive sobre a
possibilidade de tentativa de suicídio, como lembrou hoje o jornal Times of Israel.
"As
mais sinceras condolências para a família Alami pela morte de Emad
Alami, um dos líderes do Hamas. Que sua alma descanse em paz", declarou
hoje a organização islâmica.
O movimento islâmico convocou os
cidadãos para uma prece após a oração do meio-dia na Grande Mesquita de
Gaza e informou que o velório ocorrerá na Casa da Cultura na praça de
Saraya.
Alami, conhecido também como Abu Hamam, foi um dos
fundadores do Hamas e primeiro representante do movimento no Irã durante
a década de 1990, Nas eleições do ano passado, foi reeleito membro do
Politburo.
Detido por Israel e deportado em 1994, viveu em vários
países até retornar à Faixa em 2011, onde ocupou diversos cargos na
organização, entre eles a vice-presidência, ainda que sempre tenha
mantido um perfil discreto e longe dos meios de comunicação.
Em
2014, ficou ferido e perdeu uma das pernas em um bombardeio israelense
ao túnel onde se refugiava durante uma ofensiva militar em Gaza.
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