Vítimas da chacina ocorrida no Bairro Cajazeiras,
em Fortaleza, foram enterradas durante este domingo (28). A Perícia
Forense do Ceará identificou todas as 14 pessoas mortas e liberou os
corpos para as famílias.
Uma das pessoas assassinadas é a comerciante Mariza Mara Nascimento da
Silva, de 37 anos. Ela foi atingida quando passava em frente ao local da
festa. Durante o enterro, no cemitério da Messejana, Sandra Nascimento
Silva, mãe de Sandra, falou sobre a dor pela morte da filha. "Eu perdi a
minha filha. Os filhos dela perderam a mãe. É uma dor que vai ficar por
toda a eternidade", lamentou.
"Ela passou em frente a esse evento e umas pessoas conhecidas. Ela é
muito conhecida, muito querida, tinha muitos amigos. As pessoas chamaram
ela para cumprimentá-la, dizer que ela estava muito bonita, como sempre
faziam com ela. Foi na banquinha comprar um churrasco e quando voltou
para falar com as pessoas, aconteceu esse ocorrido", contou.
Outra vítima foi o vendedor Antônio José Dias de Oliveira, de 55 anos,
que trabalhava vendendo cachorros-quentes no momento do crime. Um dos
filhos de Antônio, que não quis se identificar, comentou sobre o
massacre durante o enterro do pai, realizado na tarde deste domingo
(28). "Meu pai sempre trabalhou, nunca esperei que ele ia morrer dessa
forma, uma brutalidade dessas. Eles (os criminosos) já vinham avisando,
dizendo que iam invadir. Até que chegou um certo momento em que eles
vieram e fizeram o que disseram".
O irmão dele, de 12 anos, também foi baleado na coxa. Recebeu
atendimento médico e passa bem fisicamente, mas o irmão mais velho
afirma que o adolescente está traumatizado pela morte do pai. "Uma
criança ver o pai morrer na frente dele. Só ele mesmo para dizer o que
está sentindo, mas a gente vê que ele está em choque. Ele ainda não está
acreditando", afirma.
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