Trinta anos depois de criado pela Constituição Federal de 1988, o
Sistema Único de Saúde (SUS) é saudado como grande conquista da
população brasileira, embora continue desprovido dos recursos
necessários à sua manutenção. Essa é a análise dos convidados do
episódio do Diálogo Brasil desta segunda-feira 5 de novembro.
“O futuro é muito sombrio”, adverte a diretora do Centro Brasileiro
de Estudos de Saúde (Cebes), Ana Maria Costa. Ela faz um histórico dos
problemas de financiamento do SUS, lembrando que o sistema nunca recebeu
a parte devida da Seguridade Social nem da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), depois extinta, e hoje é limitado
pela Emenda Constitucional 95, de 2016, que restringe os gastos públicos
por 20 anos.
O professor de saúde coletiva da Universidade de Brasília (UnB),
Everton Nunes da Silva, um especialista em economia da saúde, observa
que os planos de saúde absorvem 30% dos recursos do setor, enquanto 45%
vão para o SUS, que tem a responsabilidade de atender o conjunto da
população. Segundo ele, a falta de verbas compromete inclusive a gestão.
Em participações por vídeo, a presidente da Associação Brasileira de
Saúde Coletiva (Abrasco), Gulnar Azevedo e Silva, também se queixa do
subfinanciamento do sistema; e a presidente da Associação Brasileira de
Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias
(Abrace), Maria Angela Marini, destaca a importância do SUS para o
tratamento dos menores.
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